terça-feira, 15 de julho de 2014

(Catarse)



quebrar as louças
da idolatria
rasgar o véu
da hipocrisia
tocar o céu
ver o que não via

vomitar o ódio
para aplacar o mal
dissolver o orgulho
em água e sal
serenar a mente
para reordenar o caos

centelha cósmica
gozo transcendental
salto mortal
da alma universal


    (José Carlos de Souza)

sábado, 5 de julho de 2014

(*)



no futuro
sobreviverá
quem souber acreditar
sem se deixar iludir.


       (José Carlos de Souza) 

(Tempo)


tempo
já que não posso detê-lo
que eu ao menos possa tê-lo
sem nenhum contratempo.

  
        (José Carlos de Souza)

(Memórias)



memórias
são dados
linho gasto e amarelado
rugas
formando traços
teias
estendidas no tempo.


   (José Carlos de Souza)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

(!)


mesmo rude
a luz da candeia
clareia

olhar que ilude
disco na areia

lua cheia

   (José Carlos de Souza)

(Sonatina)



canto de ave
no silêncio dos homens

rabisco um riso
em versos que não se desenham
num céu de cores planas

cisco no olho da inveja


           (José Carlos de Souza)
(*)


no encarte da alma
quebramos palavras
sem despertar eco


 (José Carlos de Souza)

[Rasuras]

 https://docs.google.com/document/d/1RiNiHoNbVRRHGmWqEyTcTr4-6DfNcbIw/edit?usp=drivesdk&ouid=108254124472943194288&rtpof=true&sd...