sexta-feira, 5 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

(Zanga)



suspiro articulado
como prévia do bocejo 
mal-humorado

stress desencadeado

    (José Carlos de Souza)

(...)


a definição
do ser serpente
sempiterno

a aferição
do céu solúvel
casa do homem eterno 


      (José Carlos de Souza)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

(Solto de corda e canga)



solto
de corda e canga
andei por ruas, estradas
longe do meu caminho
errei por noites escuras
pulei de ninho em ninho.
pisei terras estranhas,
joguei pedras, descaminhos.
nas veredas plantei a sorte
travei batalhas, lutei sozinho.

garimpei águas marinhas,
destilei o mais fino licor,
das estrelas colhi o brilho,
tudo por você,
meu amor!
tudo pra você,
meu amor!


          (José Carlos de Souza)

(Sou assim)


sou assim
longe de você
nem me conheço
perto
me perco
quase
desapareço.

sou assim
tonto
de tanto amar
sonso
como o rio e o mar
quando vejo você
enlouqueço.

sou assim
como o sol e a chuva
o mosto da nobre uva
quando
viajo em suas curvas
do mundo
me esqueço.


   (José Carlos de Souza)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

(Saudade)



saudade é um rio aceso
queimando solidão

            (José Carlos de Souza)

[Rasuras]

 https://docs.google.com/document/d/1RiNiHoNbVRRHGmWqEyTcTr4-6DfNcbIw/edit?usp=drivesdk&ouid=108254124472943194288&rtpof=true&sd...